Retornar para quem somos

Histórico do Grupo Moitará

O Grupo Teatral Moitará realiza, desde 1988, uma pesquisa sistemática sobre a Dramaturgia do Ator com a Linguagem da Máscara Teatral. Da sua fundação, por Venicio Fonseca e Erika Rettl, até hoje o Moitará notabiliza-se pela diversidade em seus projetos sócio-culturais através de oficinas, espetáculos, exposições e palestras-espetáculos realizadas em todo Brasil. Com a aquisição de sede própria, em 2004, o Grupo prossegue e intensifica a realização de intercâmbios com artistas e pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Esta sede, localizada na Lapa, corredor cultural do Rio de Janeiro, além de abrigar estes encontros, possui biblioteca, audioteca e videoteca disponíveis à consulta pública.

Em 1990 o Moitará aproximou-se do Centro Maschere e Strutture Gestuali – fundado por Donato Sartori e, em 1992 e 1995, participou das VI e VIII Edizione del Seminário Laboratorio Internazionale Arte della Maschera – Itália. Com Roberto Ribeiro, em 1995 coordenou a vinda do Centro Maschere ao Brasil com uma exposição de máscaras de Amleto e Donato Sartori, italianos que marcaram a História do Teatro Europeu confeccionando máscaras para Dario Fo, Giorgio Strehler, Bertold Brecht, Jean Louis Barrault, Jacques Lecoq, Marcelo Moretti, Ferrucio Soleri, Mario Gonzales, Eduardo de Filippo entre outros. Além da exposição, organizou-se seminário sobre a máscara em diversas culturas, oficina sobre a elaboração da Máscara Teatral e instalação realizada na Praça da Cinelândia (Rio de Janeiro/RJ).

Nessas duas décadas de atividade, através de uma prática sistemática, o Grupo aprofundou seu conhecimento etnológico, técnico e cênico da Máscara, no intuito de contribuir para a reflexão do trabalho do ator e da linguagem da Máscara no teatro contemporâneo.

Em parceria com o Grupo Fora do Sério e Donato Sartori, o Moitará realizou a pesquisa teatral e texto do documentário Breve História da Máscara e Método Sartori e Viagem ao mundo da Máscara no ano de 1997.

No ano seguinte, aconteceu o evento Máscara EMcena no Teatro Villa Lobos (Rio de Janeiro) que consistiu em apresentação de palestra-espetáculo, exposição de máscaras do Grupo Moitará e a estréia do espetáculo Máscara EMcena.

Em 1999, além da continuidade das ações do Grupo em festivais nacionais e internacionais, o Grupo estreou Rifinfim no Medelim, no Teatro do Museu da República (Rio de Janeiro/RJ).

Em 2002, juntamente com Alessandra Vannucci, o Moitará produziu a oficina Quel Buffone di Arlecchino, ministrada por Enrico Bonavera na UniRIO – Universidade do Rio de Janeiro.

Em 2003, estreou Imagens da Quimera, espetáculo que contou com o patrocínio da ELETROBRÁS e apoio do Ministério da Cultura. O espetáculo colocou o Grupo em teatros importantes do Rio de Janeiro e São Paulo e inseriu-se, mais uma vez, em ações sócio-culturais que o Moitará faz. Imagens da Quimera foi visto por aproximadamente 30.000 espectadores no período em que realizou temporada nos diversos estados brasileiros, arrecadou mais de uma tonelada de alimentos, em prol do FOME ZERO e apresentações para a Ação da Cidadania, favorecendo cerca de 12 entidades  de assistência social; e realizou oficinas para estudantes de teatro oriundos de comunidades carentes.

Indicado ao PRÊMIO SHELL de Teatro, na categoria “música”, o espetáculo, que teve grande repercussão na mídia impressa, televisiva e radiofônica, foi apresentado em diversos teatros do Brasil e participou do projeto PALCO GIRATÓRIO, a convite do SESC, circulando por nove estados, além do prêmio CARAVANA FUNARTE de Circulação Regional Sudeste e Sul

Em 2005, o Grupo seguiu na promoção de intercâmbios e participou da Mostra SESC de Artes Mediterrâneo com Intervenção Teatralo jogo das máscaras, apresentando-se em diversas cidades de São Paulo. Através do Laboratório do Ator (FUNARTE), o Grupo ministrou oficinas em vários estados e foi agraciado, neste mesmo ano, com o Prêmio FUNARTE Petrobras de Fomento ao Teatro para a montagem do espetáculo Quiprocó.

Em 2006, o Grupo participou do IV FEVERESTIVAL, em Campinas/SP e do projeto VIAGEM TEATRAL do SESI, com o espetáculo Imagens da Quimera e, em Outubro, estreou Quiprocó, em sua sede, apresentando-se, em Dezembro, na Praça XV do Rio de Janeiro, dentro da programação do Festival Anjos do Picadeiro.

Em 2007, o Grupo excursionou com Quiprocó, palestra-espetáculo A Máscara na Energia do Ator e com a oficina Treinamento do Ator com a Linguagem da Máscara Teatral, na II Semana de Teatro do Maranhão, em São Luís/MA, XX Inverno Cultural de São João del Rei/MG, Festival de Teatro de Ouro Branco e 39º Festival de Inverno da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.

No segundo semestre daquele ano, o Moitará recebe patrocínio da CAIXA Cultural e excursionou com o espetáculo Quiprocó, com a oficina Treinamento do Ator com a Linguagem da Máscara Teatral e palestra-espetáculo pelas unidades de Brasília, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba – de outubro a novembro. Além disso, o Grupo apresentou-se na edição 2007 do Festival UNIPAR de Teatro em Umuarama/PR e participou do projeto Ciranda de Espetáculos, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Ainda em 2007, o Grupo Teatral Moitará é agraciado com o Prêmio Myriam Muniz de fomento ao Teatro e tornou-se Ponto de Cultura.

O Prêmio Myriam Muniz de fomento ao Teatro foi a oportunidade de se aprofundar, continuar e democratizar as pesquisas que o Grupo desenvolve com a máscara teatral. O projeto Sentidos da Máscara Teatral – uma metodologia para a dramaturgia do ator prevê a realização de oficinas, palestras-espetáculos, seminários, além da criação de um núcleo de pesquisa com profissionais de teatro e pesquisadores. Como resultado, o Grupo pretende produzir um DVD sobre a metodologia do trabalho com a linguagem da máscara teatral a ser distribuído nas principais universidades e escolas de teatro do Brasil e a criação de um espetáculo performático com 10 apresentações públicas previstas para 2008.

O projeto Palavras Visíveis: capacitação técnica para atores surdos com a linguagem da máscara teatral, Ponto de Cultura que inicia suas atividades ainda neste mês de Abril de 2008 prevê o trabalho com 12 atores surdos que serão capacitados na prática teatral através da linguagem com a máscara teatral. Sendo assim, ampliam-se, não apenas o nível de conhecimento técnico e artístico desses alunos, mas, também, a formação de multiplicadores do processo, atingindo outros 30 mil membros das comunidades surda e ouvinte em geral.

Com efetiva participação na cena teatral brasileira, quer por seus espetáculos, quer por sua atuação pedagógica, o Grupo Moitará prossegue em suas pesquisas iniciadas em 1988, democratizando os conhecimentos sobre a Linguagem da Máscara Teatral contribuindo, sobremaneira, com o desenvolvimento cultural do país.